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A Borboleta Verde

Ter | 22.02.22

Prelúdio da Primavera: amendoeiras em flor

Cláudia Miguel

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Estou a preparar este passeio há um ano, desde que no ano passado decidi ir procurar os tão famosos campos de amendoeiras em Março quando já todas as suas flores tinham caído e dado lugar às verdes folhas que protegem os frutos. Sem dúvida que não fiz o trabalho de casa que fiz este ano 

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E todo esse trabalho de pesquisa prévio valeu a pena assim que me deparei com esta vista de fazer perder o fôlego 

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Quando as suas pétalas começarem a cair em força, dentro de poucos dias, irá parecer neve a cobrir os solos alentejanos, como reza a lenda das amendoeiras em flor:

"Há muitos séculos, reinava em Chelb, a futura Silves, o rei Ibn-Almundim. Este rei nunca tinha conhecido uma derrota.
Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade. Conquistando progressivamente a confiança de Gilda, confessou-lhe o seu amor e pediu-a em casamento. Foram felizes durante algum tempo, até que, um dia, a bela princesa do Norte adoeceu sem razão aparente.
Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. Então, Ibn-Almundim mandou plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras.
Na primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo. Ao ver as flores brancas das amendoeiras, a princesa começou a sentir-se melhor, pois davam-lhe a ilusão da neve. Gilda ficou curada da saudade que sentia." Porto Editora – Lenda das Amendoeiras Em Flor na Infopédia

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No entanto, é impossível falar de toda esta beleza, admirável nesta altura do ano, sem pensar no preço a pagar a médio e longo prazo. É que campos como este estendem-se por hectares pelo interior alentejano, de amendoeiras e também de oliveiras, em cultura intensiva. O seu nascimento e progressão foi possível devido ao Alqueva, com a sua água canalizada para estes sistemas de cultura intensiva. As alterações climáticas que se prevêem a curto e médio prazo (relembrando que este Inverno está a ser um dos mais secos dos últimos anos) trarão secas extremas ao interior alentejano, e aí a água do Alqueva não estará canalizada para os sistemas de montado, permitindo a sustentação do território e a alimentação dos animais, por exemplo.

E vocês, o que pensam sobre estas culturas intensivas no Alentejo? Quem fala do Alentejo interior, pode falar também do Sudoeste e Costa Vicentina com as estufas de frutos vermelhos. Têm outras perspectivas e opiniões? Deixem-me os vossos comentários e as vossas opiniões.

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Fotos tiradas por mim com tripé.

Vestidos: H&M

Botas:  Deichmann

Bijuteria: GataPreta Artesanato

Chapéus: Parfois

Local: Baleizão, Alentejo

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