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A Borboleta Verde

Seg | 10.05.21

Mértola do meu coração

Cláudia Miguel

Estive pela primeira vez em Mértola em 2005, numa visita e estudo da Faculdade a esta vila-museu, e sabia que um dia ia voltar para visitar outra vez.

Foi agora!

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Recomendo: Restaurante A Casa Amarela, em Além-Rio. Na outra margem do Guadiana com esta vista linda sobre a cidade.

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Mértola é uma cidade que parece ficar na ponta de Portugal, onde, quando chegamos, parece que nada mais existir para além do rio. Pode parecer que estou a falar de um local para lá de onde Judas perdeu as botas, mas é o oposto! É lindíssima esta sensação de finitude!

Entrar em Mértola é viajar no tempo até a tempos Medievais, embora as suas suas origens remontem ao período Neolítico e um importante entreposto comercial frequentado por Fenícios e Cartagineses, dada a navegabilidade do rio Guadiana desde Vila Real de Santo António.

Há também uma importante presença romana, com vestígios visíveis, como o criptopórtico.

No entanto, é no período medieval, após o domínio muçulmano na Península Ibérica a partir do século VIII, que Mértola floresce. A importância comercial é pujante, sendo o porto mais ocidental do mediterrâneo, chegando a ser capital de um pequeno emirado islâmico independente, a Taifa de Mértola.

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Um exemplo dos muitos vestígios islâmicos que podem ver em Mértola, e o mais interessante para mim, é a Igreja Matriz de Mértola, antiga mesquita (para além de muitos outros, como o bairro almoada na base do castelo, por exemplo). A antiga mesquita é extremamente interessante para mim, pois é um exemplo maravilhoso de quão errados estavam antigos manuais de História que apontavam a destruição de importantes edifícios islâmicos, como os locais de culto, no processo da Reconquista Cristã. A Igreja Matriz de Mértola era a antiga mesquita, erguida no século XII e, ainda durante este século, readaptada a igreja com colocação do altar no local onde hoje se pode ver o mihrab (nicho de oração voltado para Meca), para além de ainda possuir 4 portas de arco em ferradura. A adaptação do edifício é também visível no facto de não ter uma planta com as habituais naves das igrejas do período medieval.

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Ao passear pelas ruas de Mértola, não deixem ainda de passar pela Torre do Relógio. Construída nos finais do século XVI utilizando uma das torres defensivas sobre o pano de muralhas do rio. Podem ainda subir as suas escadas e apreciar a vista maravilhos sobre o rio Guadiana!

 

Fotos tiradas por mim.

Vestido: C&A

Sabrinas:  Deichmann

Bijuteria: GataPreta Artesanato

Chapéu: Parfois

Local: Mértola

 

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