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A Borboleta Verde

O blog de uma formadora de profissão e de uma "passeadora" nos tempos livres que, com o seu tripé em punho, te inspira a conhecer Portugal e arredores.

Umas férias temperadas com sal: Salinas de Rio Maior e Salinas do Samouco

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Salinas do Samouco.

 

Nestas minhas férias de Agosto decidi colocar um tempero extra de sal e visitar as salinas de Rio Maior e do Samouco. Creio que me ficam a faltar as salinas de Aveiro, Figueira da Foz e de Tavira para temperar outras férias 

 

Já pensaram na origem da palavra "salário"? Em tempos recuados, o sal era um produto de extremo valor, sendo usado como moeda de troca, daí deriva a palavra salário, o dia de trabalho pago em sal. O sal não era apenas um tempero para a comida, era uma forma de preservação dos alimentos.

 

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Salinas de Rio Maior.

 

As salinas de Rio Maior são um fenómeno natural muito interessante! Têm registo histórico que remonta ao século XII, mas seriam certamente exploradas desde a pré-história.

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A 30 km do mar, a existência de sal aqui remonta a tempos em que o mar banhava estas terras, tendo deixado uma jazida de sal-gema. Um poço interior faz brotar água sete vezes mais salgada que a água do mar.

 

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O local é muito pitoresco, rodeado de pequenas tabernas de madeira que, neste momento, servem o turismo local, mas que anteriormente serviam os marinheiros (homens que trabalham nas salinas) com bebidas no final dos dias de trabalho.

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Os talhos, os compartimentos feitos de cimento ou de pedra, de tamanho variado e pouco fundos, é para onde deriva a água salgada que se tira de um poço subterrâneo, por meio de regueiras. Algo que ainda é feito hoje em dia, por meios mais mecânizados.

 

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Em Alcochete, à beira-Tejo, não muito longe da foz do rio, encontramos as Salinas do Samouco e a sua Fundação que não só protege a sua conservação com caractér histórico, mas também ambiental, uma vez que esta reserva alberga um número sem fim de aves.

 

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Tem diferentes trilhos, de dificuldade média-baixa, que te permitem observar as várias aves que passam por esta Zona de Protecção Especial. Deixo o destaque para o trilho do flamingo e o trilho do pernilongo.

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Os primeiros registos de extracção de sal nas Salinas do Samouco remontam ao século XIII e este foi durante muitos anos o principal produtor de sal de todo o país. Das 56 salinas, que outrora faziam parte dos 360 hectares do complexo do Samouco, hoje resta apenas uma que produz as 200 toneladas de sal marinho e a flor de sal que dali saem.

Esta cor rosada que vêm nas fotos provém de uma micro-alga chamada Dunaliella salina e deverá ter sido introduzida no Samouco pelos flamingos.

 

Deixo ainda destaque para esta planta: a salicórnia.

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Parecida com os espargos e de sabor salgado, cresce em ambientes salinos e é saborosa e nutritiva, ótima para juntar a um sem fim de pratos.

 

Fotografias tiradas por mim com e sem tripé.

Locais: Salinas de Rio Maior e Salinas do Samouco

Alfazemas com cheiro a mar

Algo que sempre me intrigou foi o facto de não existirem mais campos de lavandas/alfazemas em Portugal. Sei da existência da Quinta das Lavandas em Castelo de Vide, mas era só!

Há dias recebi o convite da Quinta da Sereia para os conhecer e fotografar as lindíssimas lavandas que estavam em flor!

Os meus olhos brilharam!

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O espaço é lindíssimo, os proprietários uns queridos e para o ano ainda haverá mais lavandas! A vista para o mar da zona da costa do oeste é um "plus" nesta paisagem e na mistura de aromas!

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A luz do final de tarde ainda deu mais encanto ao espaço!

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Este projecto resulta de uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural 2020 e os seus proprietários têm muitos planos para não só este cultivo de lavandas e respectivo tratamento para obtenção do seu óleo, mas também de transformação num espaço de eventos.

 

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Neste momento as lavandas já estão a ser colhidas para extrair o seu precioso óleo!

Para o ano haverá muitas mais para visitar!

 

Fotografias tiradas por mim com tripé

Local: Campos de Lavandas, Quinta da Sereia, Torres Vedras