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A Borboleta Verde

Qua | 19.01.22

Lisboa menina e moça

Cláudia Miguel

Lisboa esconde muitos segredos por baixo dos seus edifícios!

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É quase: levantar uma pedra e descobrir vestígios antigos.

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Sabiam que a torre norte da Sé Catedral é em grande medida a original (iniciada no século XII e concluída nos séculos seguintes, como toda a construção da Igreja de Santa Maria Maior), enquanto a torre sul foi reconstruída após o terramoto de 1755.

Não é ainda claro se a Sé foi erigida sobre uma antiga mesquita, como foi a narrativa veiculada durante séculos, e realidade em muitas cidades portugueses com grande ocupação medieval islâmica, sendo disso exemplo Mértola. No entanto, as escavações nos claustros revelaram vestígios de uma rua romana, no sentido sul norte, ladeada por habitações, o seu abandono no século VI, um período de algum vazio ocupacional e os primeiros vestígios da presença islâmica em Lisboa. No entanto, há a possível presença neste espaço de uma igreja moçárabe (cristãos que vivem sob o dominío muçulmano, praticantes da sua religião). Recomendo este pequeno artigo da National Geographic.

Uns escassos metros rua acima fica o lindíssimo Miradouro de Santa Luzia, um dos miradouros com a mais bonita vista sobre Lisboa ao nascer do sol. Para mim só é suplantado por este.

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Fotos tiradas por mim.

Vestido: H&M

Botas:  Deichmann

Bijuteria: GataPreta Artesanato

Chapéu: Parfois

Local: Sé Catedral e Miradouro de Santa Luzia, Lisboa

Seg | 10.01.22

New Year's blues

Cláudia Miguel

Mais alguém, no início do ano, fica com uma espécie de "New Year's blues"1?

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Uma espécie de tristeza sem razão específica? Eu fico sempre assim, sem conseguir apontar uma razão concreta (entre, talvez, demasiadas). A verdade é que podia deixar para a Covid todos esses receios, tristezas e incertezas, porque de facto, ainda que não seja uma corda bamba, o futuro é agora sempre meio incerto, mais não seja um futuro a médio e longo prazo. No entanto, o meu 2020 começou (muito antes de o Covid fazer vítimas em Portugal) com um retirar de tecto, literal, obrigando-me a renascer das cinzas.

2021 deu-me mais margem para respirar fundo e aproveitar melhor pequenos momentos e, talvez por isso, este final de ano deixou-me mais triste por ver tudo aquilo que muito do que havia pensado para mim não se concretizou. A minha vida atual não corresponde em nada aquilo que pensei que seria quando terminei a faculdade no final de 2007. Isto de fazer os tais balanços no final de ano tens destas reflexões... affff

Mas bom, mesmo assim não sou de permanecer neste estado muito tempo, e tento sempre mudar o meu mindset. Olho para o que alcancei, para quem sou hoje e para o que consegui fazer e transformar em períodos de grande adversidade, refletindo antes sobre isso. Passei a tentar traçar ojectivos pequenos ou maiores com consciência, ou seja, face ao que pretendo alcançar penso quais os passos a dar para tornar isso possível, e não fico apenas na idealização.

Outra perspectiva que tenho, também, gradualmente adotado é a de me permitir ficar triste, aborrecida, zangada mesmo, quando isso acontece. Não vou atrás desses sentimentos, mas ninguém está feliz 24/7 e considero importante permitir-me sentir seja de que maneira for, sem grandes frustações.

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E vocês? Também são acometidos por estes "New Year's blues", pelos fracassos e objectivos não alcançados no ano que terminou; ou por outro lado encaram de facto o novo ano como um folha em branco com 365 oportunidades para realizar sonhos e concretizar obejctivos? Contem-me tudo!

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1- não sei sequer se esta expressão existe, mas achei que era mesmo isto. Um Novo Ano azul, azul de tristeza (pensem no filme "Inside Out" se quiserem.