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A Borboleta Verde

Viagem a Londres e Cambridge, com passagem por Stonehenge

Como vos falei nesta publicação, está quase a fazer um ano que fui a Londres completamente sozinha!

 

Resolvi comprar as minhas passagens em promoção pela Ryanair, e então depois tentar convencer algum amigo a ir comigo!

Não tive muita sorte: quem ainda não tinha ido não podia ir, e quem já tinha ido não estava com vontade de voltar.

Não me acanhei (nem desisti!), preparei-me com antecedência e fui! Se algo corresse mal, tinha a minha prima a estudar em Cambridge e uns amigos de uns amigos a viver em Londres! LOL!

 

Fui de 5 a 11 de Novembro de 2015. Fiquei em Londres de dia 5 a dia 8, dia em que rumei a Cambridge onde fiquei até dia 11.

 

Era um dos meus sonhos conhecer Londres no Inverno (por mim, se estivesse mais frio, ainda tinha ficado mais feliz!). Já agora, o outro é ir novamente à Disney, mas com todas as decorações de Natal! 

Fui preparada para apanhar muita chuva e para dias cinzentos, para andar muito e sempre de kispo vestido, mas a verdade é que não me "preparei" para que às 16.30h fosse noite (noite cerrada) e para jantar sozinha! Foi a parte mais triste da viagem. No entanto, mesmo assim, o saldo é muito positivo e voltaria a viajar sozinha! Gostei muito!

 

Seguem-se todos os detalhes  É um post longo, se quiserem continuar a ler é só clicar aqui abaixo.

 

Como fazer uma mochila de interrail – dicas para pessoas pouco práticas e que querem levar tudo

Sim, o título deste post define-me! Lol!

Acho sempre que tudo pode fazer falta e nesse sentido, acabo por ser pouco prática! Depois pode acontecer isto!

 

 

 

No entanto, após algumas viagens como esta (aqui a continuação) e os tempos de escavações arqueológicas durante as férias da faculdade (semanas pelo Alentejo e Algarve), reparo que me tenho tornado mais simples e prática! Sou muitas vezes assaltada pelo pensamento "que se lixe, isto há-de-ser suficente" (o que normalmente é)!

 

Mochila Interrail

Há alguns factores a ter em conta ao fazer uma mochila de interrail: tempo de duração da viagem; ou estação do ano que vão ter no país de destino.

Com base na minha experiência (que não é vasta e é a experiência de uma pessoa um pouco “complicadinha”, como já disse acima), deixo aqui aquilo que considero o mais essencial para, por exemplo, um interrail de 10 dias por países europeus no Verão:

- mochila de interrail cerca de 60/65 litros. Há nas lojas de desporto habituais. Eu nem comprei, pedi emprestada a uma amiga. Se não fazem assim tantas viagens destas e não encaram como um investimento necessário, façam o mesmo!

- calçado de caminhada confortável e adequados à estação do ano em questão, mas que não sejam novos! É importante que estejam usados, para saberem que não vos magoam em nenhum lado! Vão caminhar muito!!

- chinelos. Não só para tomar banho nos hostels, como para um qualquer dia de praia, de piscina, que queiram andar de pés ao léu!! (o que mais me fartou foi mesmo andar sempre de pés fechados em ténis…)

- sandálias rasas. Coisas de gaja mesmo!lol! Para uma qualquer saída à noite, caso fiquem mais dias numa cidade e não estejam sempre a percorrer vários quilómetros por dia… É uma opção.

- pijama/roupa de dormir. Qualquer coisa prática, pois, caso optem por isso ou consoante o número de pessoas com quem viajem, poderão dormir com vários outros estranhos no vosso quarto de hostel.

- t-shirts/blusas na quantidade que acharem necessária (e que não coloque demasiado peso na vossa mochila). Se usam uma por dia, pensem se querem levar uma para cada dia, ou se preferem lavar um ou outra.

- 2 pares de calças de ganga confortáveis ou algum outro par de calças leves e fluídas (atenção que irão ficar muito amarrotadas na mochila!)

- calções

- um vestido

- um casaquinho tipo agasalho e/ou uma sweat

- casaco que dê para algum frio e/ou chuva (com capuz), mas fácil de guardar na mala.

- roupa interior (a quantidade vai depender se estiverem dispostos a lavar alguma roupa para depois usar, ou se levam para todos os dias). Para a minha viagem optei por fazer uma bolsinha onde levei toda a roupa interior limpa.

Nas mochilas é mais difícil ter um espaço distanciado entre roupa usada, suja ou não, chinelas, etc... Podem ver melhor aqui.

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- toalhas de banho. Há hostels que dispensam, mas é preferível levar as próprias. Para não carregarem com as pesadas toalhas de turco que demoram anos a secar, optem por toalhas de microfibra que se compram a preços bem acessíveis em qualquer loja de desporto (esta por exemplo).

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- produtos de higiene. Cinjam-se ao básico e essencial! Se for suficiente para o tempo de viagem, levem aqueles frasquinhos mais pequenos. Podem também tentar comprar no país de destino da vossa viagem.

Tentem tornar as coisas mais práticas: o frasquinho de creme de corpo, também serve de creme de mãos e de pés, por exemplo.

Toalhitas, muitas toalhitas são essenciais se fizerem muitas viagens noturnas de comboio!

- medicamentos. Os que considerem essenciais para vocês, para além de alguma medicação frequente que tomem.

- utensílios tek: carregador de telemóvel, máquina fotográfica e carregadores, go pro, etc… O que quiserem!

- Uma outra mochila pequena ou malinha para usarem no dia-a-dia. Mesmo com a deslocação de cidade para cidade de comboio, há cacifos nas estações onde, por cerca de 1euro ou 2euros, podem deixar as vossas grandes mochilas de interrail.

- algum dinheiro, especialmente se forem para países com outra moeda. Podem optar por trocar no próprio país, por levantar nas caixas ATM, ou por levar logo o dinheiro que julgam precisar. Neste último caso, aconselho aquelas bolsinhas de cintura, "invisíveis" (ou mais discretas que é possível serem) para colocar debaixo da roupa.

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Não se esqueçam que os levantamentos em ATM noutros países da zona Euro tem uma taxa e fora da zona euro tem uma taxa ainda superior.

- documentos! Muito importante não esquecer! Inclusive carta de condução, se pensarem alugar carro, ou porque pode servir para deixarem como documento de identificação nos hostels onde aluguem quarto.

- alugueres de quartos ou bilhetes que comprem antecipadamente pela internet. Sou da opinião que há muitas coisas que podem e devem ser pagas em antemão quando planearem a vossa viagem. Acho que é menos uma coisa a preocupar, menos um dinheiro a gerir (sobretudo no caso de precisarem de levar dinheiro cambiado), reservas que ficam feitas, etc. Frequentemente conseguem mais descontos! Sobre isto falarei noutro post onde vos contarei as minhas aventuras por Londres! :)

Para melhor gerir toda esta papelada (parecendo que não são vários papéis A4) fiz também uma bolsinha que andou sempre na minha mala.

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- Por fim, há aquelas coisas que só poderão decidir se levam em função das condições meteorológicas dos países por onde vão passar: chapéu de chuva; chapéu (de cabeça); biquínis/toalha de praia/protector solar (se tencionarem fazer praia, piscina ou termas).

 

É um post feito com base na minha pouca experiência, mas espero que possa servir de inspiração e de ajuda com algumas dúvidas!

 

Beijinhos ♥

Viagem à Polónia (3 cidades+1), Viena e Munique - parte II

Hoje continuo a contar-vos as minhas aventuras na viagem que fiz pela Polónia, Viena e Munique em Julho de 2013!

Acompanhem-me!

 

Terminei a primeira parte quando cheguei com os meus amigos a Cracóvia.

Chegámos a Cracóvia no final do dia 16 de Julho e assim que deixámos a nossas mochilas no hostel, prontificámo-nos a passar na estação de comboios, não muito longe do hostel, para comprar os bilhetes para as nossas viagens daí por poucos dias.

Os carros que alugámos seriam devolvidos em Cracóvia, mas não sem antes fazermos a viagem até Auschwitz e à mina de sal de Wielickza.

 

Dia 17 de Julho rumámos logo de manhã a Oświęcim. Fica a cerca de 60km sudoeste de Cracóvia. Há comboios entre uma cidade e outra, ou excurções a partir de Cracóvia a Auschwitz e Wielickza, que aconselho vivamente!

 

A visita a Auschwitz é, como costumo dizer sempre, triste (muito triste), mas necessária. É importante não esquecer, como insistentemente tentam fazer agora, ou desvalorizar! Deve-se conhecer, aprender e não cometer as mesmas atrocidades!

 

A entrada custa cerca de 15euros e há horas marcadas para saídas de grupos com guias consoante as línguas pretendidas. É só esperar um pouco e integrar-se num grupo com o guia para a língua pretendida. Obterão headphones quando comprarem o vosso bilhete.

 

A passagem pelo portão, lendo aquela frase, deixa-nos de imediato com o frio na espinha.

Embora seja um local bastante turístico no momento, com centenas de visitantes a passear ao teu lado, é impossível não sentir o medo, o frio na espinha, o desalento...

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"O trabalho liberta"

 

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 Centenas de objectos pessoais...

Não é possível descrever o sentimento ao ver uma vitrine cheia de cabelos de mulheres, usados para frabricar as roupas e cobertas...

 

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 Muro de fuzilamento.

 

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Com o tempo muito contado, não visitei o campo Birknau. Seria cerca de mais 2h e não dispunhamos desse tempo, mas também aconselho.

 

À tarde visitámos a Mina de Sal Wielickza, que fica a cerca de 15km de Cracóvia.

Foi revigorante depois da visita a Auschwitz!

Património Mundial da Humanidade, é um local fantástico! O nosso guia também foi soberbo.

Depois de sairmos de Oświęcim, parámos num supermercado para comprar algumas coisas para o almoço e "piquenicámos" nos jardins verdejantes do espaço da mina de sal.

 

A entrada custa cerca de 20euros (das mais caras em museus e atrações na Polónia, mas muito interessante).

A mina atinge 327m de profundidade e é das mais antigas exploradas na Europa, conhecida desde a Idade Média.

 

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 A maravilhosa capela subterrânea, com tudo (tudo) esculpido em rocha de sal, inluindo as pedrinhas transparentes que formam os candelabros.

A capela ainda é usada actualmente para missas dominicais e ocasionais casamentos.

 

No dia 18 de Julho, fizémos o check-out do hostel, deixámos as nossas mochilas de interrail nos cacifos da estação de comboios e passeámos por Cracóvia.

De todas as cidades visitadas nos 10 dias desta viagem, Cracóvia foi a minha cidade preferida!

Adorei o seu centro histórico e sua praça do mercado, a Rynek Główny. São lindíssimos!!! As construções em tijolo sob o sol de verão têm uma beleza impar!

 

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Igreja de Santa Maria em Cracóvia

 Basílica de Santa Maria.

 

antigo mercado de tecidos Cracóvia

 Antigo mercado de tecidos. Actualmente continua a ser um mercado, mas de souvenirs! E bem giros!!

Há muitas peças de joalharia em âmbar por toda a Polónia. Se quiserem investir em comprar um souvenir destes, sugiro que o façam em cidades mais do norte da Polónia. Em Cracóvia tudo é um pouquinho mais caro.

 

No centro histórico fica também o Castelo Real de Wawel.

Castelo de Cracóvia

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 Foi erguido sobre uma pequena colina na margem esquerda do rio Vístula (não sei se se lembram de vos ter dito que este rio iria acompanhar a minha viagem pela Polónia?).

Atrás de mim a Catedral de Wawel, ou basílica de Santo Estanislau e Santo Venceslau. Uma das igrejas mais importantes da Polónia, com mais de mil anos de história, e grande significado para o país: nela estão sepultados os reis Polacos e tinham lugar as suas coroações.

Vê-se também a cúpula dourada da capela de Sigismundo.

 

Ainda no centro histórico de Cracóvia está o Bairro Judeu de Kazimierz.

Sinagoga velha de Cracóvia

 A velha sinagoga.

 

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 Cemitério judeu.

 

Em Cracóvia o grupo de 8 dividiu-se em pequenos grupos, consoante a programação que cada um tinha feito da sua viagem.

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Eu segui rumo a Viena, com a minha amiga Rodri, num comboio interrail. Viajámos toda a noite, desde as 22h às 06h da manhã, quando chegámos à estação de comboios central de Viena.

A viagem custou cerca de 40euros (apanhámos uns descontos, pois não tinhamos bilhete de interrail. Para quem viaja com bilhete interrail, há mais descontos).

no comboio cama

Não é fenomenal para dormir, mas não é mau de todo!

 

Assim que chegámos à estação central de Viena apressámo-nos a comprar o bilhete de comboio para essa noite rumarmos a Munique.

Tudo em Viena é extremamente caro, pelo que optei por ver o máximo possível durante o dia, dormir no comboio e então pernoitar na noite seguinte em Munique, que apesar de tudo é uma cidade um pouco mais barata.

 

Claro que depois de uma noite semi-dormida no comboio, o dia seguinte foi movido a muito café!

Já para não falar na falta que me fez um banho pela manhã! Os comboios-cama têm casas-de-banho, pelo que deu para fazer uma higiene de gato e lavar os dentes antes de dormir e antes de chegar a Viena, mas nada se compara a um bom banho!

Na estação de Wien Westbahnhof, deixamos as nossas grandes mochilas nos cacifos e levámos apenas o que achámos necessário para passar o dia 19 de Julho a passear por Viena.

 

Viena é uma cidade linda! Tudo tem aquele aspecto super impecável, direito, limpo e arrumado! Não há um galho fora de esquadria nas sebes!

 Tem também a vantagem de existirem diversos museus e palácios para visitar na mesma área, como o Museumsquartier.

Viena no Museumsquartier

 

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Na Maria-Theresien Platz

 

Dispondo apenas de um dia para ver Viena tivemos de fazer uma selecção do que gostaríamos de ver. Dispender muito tempo em museus não iria dar, pelo que optámos apenas por alguns.

Passei pelo Leopold Museum (13euros) para ver umas obras de Klimt e também pelo Museu da Imperatriz Sissi, no palácio de Hofburg.

Museu da Sissi

Apesar destas nossas caras de princesas em apuros, o Museu da Imperatriz Sissi é riquíssimo e mesmo muito bonito!

Gostei bastante.

A entrada custa cerca de 13euros com audio-guia incluído.

 

Parámos para almoçar algumas sandes (com alimentos que comprámos num supermercado) nos jardins Burggaten.

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Aproveitámos para descansar também um pouco. Os jardins são maravilhosos, cheio de pessoas a ler, dormir, comer, ... As sombras souberam super bem! Este dia em Viena chegou aos 35º.

 

Rumámos a Michaeler Platz, e parámos no Café Demel para refrescar!

Michaeler Platz

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 Percorremos a rua Kärntnerstraße, a mais famosa rua para compras (compras mais dispendiosas) de Viena!

rua Kärntnerstraße

 

Visitámos a Catedral de Santo Estevão.

Imponente catedral do século XII, num impressionante estilo gótico! Situa-se na Stephansplatz.

Catedral de Santo Estêvão

 No final do dia, do centro histórico de Viena apanhámos o metro perto de Karlskirche em direcção ao palácio e jardins Schönbrunn.

Já não tivemos tempo de visitar o palácio, que imagino que seja soberbo, mas passeámo-nos pelos jardins até ao pôr-do-sol!

Há diversos tipos de bilhetes para visitar o Palácio Imperial, consoante o tempo que possam dispender, bem como o valor, poderão visitar mais ou menos espaços, quartos e atracções: desde cerca de 14euros até 21euros.

O acesso aos Jardins é gratuito, excepto algumas atracções e jardins específicos dentro deste espaço, como o Jardim Zoológico.

 

O Palácio Imperial é conhecido como Versalhes de Viena e é, sem dúvida, de deixar a boca aberta! Tem o aspecto actual deste o reinado da Imperatriz Maria Teresa (meados do século XVIII), e foi residência da família imperial de Habsburgos até à II Guerra Mundial.

 

Palácio e jardins de Schonbrunn

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No início dos jardins.

 

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No topo dos jardins, a vista do palácio desde a Gloriette.

 

Depois de sairmos do Palácio de Schönbrunn, dirigimo-nos à estação de comboios de Viena onde encontrámos um local para jantar, descansar (uma casa-de-banho para mudar de roupa) e esperámos até à hora do nosso comboio.

Neste caso, o bilhete já saiu bem mais caro e nem fomos deitadas, fizemos a viagem sentadas... Foi uma diferença entre os 91euros, que pagámos, e os cento e muitos euros por uma cama.

A viagem entre Viena e Munique, foi mais curta, entre as 00h e as 06h.

Depois de uma noite mal dormida entre Cracóvia e Viena, a noite passada a (tentar) dormir sentada entre Viena e Munique não foi nada melhor...

As cadeiras não eram nada confortáveis, tínhamos as mochilas aos nossos pés no chão entre os bancos, as luzes da carruagem não foram apagadas ou diminuídas e a cada paragem todos os passageiros eram acordados por revisores com aparência de agentes do KGB a pedir "Ticket-Passport!"! Creio que na 3ª vez que nos acordaram e pediram os bilhetes já mal olhavam para eles! Ainda os estávamos a tirar da mala já eles estavam a pedir a outra pessoa!

Chegámos a Munique pelas 06h da manhã e parecíamos zombies! Não fosse o maravilhoso dia de sol, iríamos parecer mortas-vivas!!

De qualquer forma, não tenho qualquer desgosto ou arrependimento! Não são destas histórias e experiências que somos feitos?! São estes momentos que nos dão experiência, fortalecem e nos dão histórias para contar!

 

Chegámos a Munique dia 20 de Julho e ficámos no Wombats City Hostel. Sem dúvida o mais caro de todos os hostels onde fiquei nesta viagem, mas o valor do zloty face ao euro (bem como o nível médio de vida, salários mínimos, etc) não dão para equiparar, e isso faz toda a diferença!

Paguei 29euros por uma noite num quarto de 6 camas misto. Este não tinha pequeno almoço incluído, mas custou 3euros.

Creio que há outros hostels um pouco mais baratos, mas este fica super perto da estação de comboio e mesmo ao lado do centro histórico de Munique! Para além de que ao nível de limpeza, higiene e pequeno-almoço é TOP! Dos outros hostels em que fiquei na Polónia, somente o de Varsóvia me deixou um pouco mal impressionada.

 

Como chegámos às 6h da manhã e não podemos fazer o check-in antes das 14h, foram super simpáticos ao perguntarem se queríamos tomar banho! Não sei se o nosso desespero era assim tão evidente!! lolol!

Havia uma casa-de-banho (sanita e chuveiro) fora da área dos quartos (aos quais só tens acesso com um cartão de desbloqueio das portas) com chave, que nos deram  disseram que podíamos usar sem problema.

Nunca um banho me soube tão bem!!!

Depois disso deixámos as nossas grandes mochilas numa sala onde as guardam a pedido dos hóspedes, comemos algum pão e fruta que ainda tínhamos connosco e adormecemos na zona lounge do hostel... O cansaço era tal que não conseguimos suportar mais!!

 

Depois dessa pequena sesta, fomos passear pelo centro histórico de Munique.

 

O nosso hostel fica mesmo muito perto da Karlsplatz, com muralha e portas de entrada na antiga cidade medieval de Munique, Karlstor.

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Karlsplatz

 Passando a Karlstor estende-se a Neuhauser Strasse, uma rua sem tráfego de carros com edifícios de estilo medieval e renascentista (nesta rua fica a Augustiner-bräu, o edíficio da mais antiga cervejaria de Munique, datado de 1328 e ainda em actividade).

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 De diversos pontos desta rua são visíveis os torreões da Igreja Frauenkirche.

Construída no final do século XV, foi parcialmente destruída durante a II Guerra Mundial. Já reerguida, ainda em 2013 sofria obras de restauro e requalificação.

Frauenkirche

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 Embora a administração da cidade tenha proibido a construção de edifícios com mais de 99m de altura, há diversos edifícios em redor da igreja, pelo que fotografias com amplitude são muito difíceis de conseguir. Somente a partir da torre do edíficio Neues Rathaus na Marienplatz é que consegui melhores fotos da parte posterior, com destaque para o comprimento de toda a nave da Frauenkirche.

 

A Kaufingerstrasse dá continuidade à Neuhauser Strasse, terminando na Marienplatz, com o belíssimo edíficio Neues Rathaus, a nova câmara municipal. Um edífico estilo neogótico da segunda metade do século XIX.

Rathaus na Marienplatz

 A fachada da Neues Rathaus contém estátuas de duques, reis e príncipes eleitores da Baviera, além de alguns santos e figuras míticas.

No centro do edíficio fica a Torre do Relógio. Todos os dias às 11h e às 17h sai de dentro do relógio um carrilhão com bonecos representando o povo dançando para comemorar o fim da peste do século XVI.

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O dia da chegada a Munique foi destinado à cidade, sobretudo ao centro histórico.

O dia 21 era o dia de partida, mas antes de rumarmos ao aeroporto tivemos tempo para de manhã visitar o Palácio Nymphenburg.

No fica no centro de Munique, mas à distância de uma pequena viagem de autocarro.

Um belíssimo palácio de estilo barroco, rococó e neoclássico.

Os jardins são, à semelhança dos do palácio Schönbrunn, lindos e a perder de vista! Aconselho a visita!

A entrada custa 11,50euros, com acesso às exposições no Palácio e aos Jardins. Se quiser apenas passear pelos jardins, é gratuito.

Nymphenburger Schloß

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Espero que tenham gostado e que vos possa ajudar com alguns dicas e ideias para visitarem estes países!

 

Beijinhos,

Cláudia

Viagem à Polónia (3 cidades+1), Viena e Munique - parte I

É verdade que não sou uma pessoa muito viajada, mas tenciono mudar isso na medida das minhas possibilidades, ao meu ritmo e tempo. Por essa razão decidi ir a Londres 7 dias sozinha no ano passado. Quase todos os meus amigos já lá tinham ido, outros não me podiam acompanhar... Paciência, não me fiquei por aí e fui sozinha! Mas esta história fica para outro dia!

Primeiro conto-vos a minha viagem à Polónia (3 cidades+1), Viena e Munique.

 

A razão da viagem à Polónia não foi ao acaso: uma grande amiga escolheu a terra do marido para celebrar o casamento, e nós não podíamos faltar! Quando falo em nós, refiro-me ao grupo de amigos que me acompanha desde o secundário (somos cerca de 20 ao todo!).

Todos nos encontraríamos em Gdansk, a cidade onde se realizou o casamento, sendo que a partir daí cada um, individualmente ou em grupos, seguiria o rumo de viagem que quisesse.

Assim sendo, estabeleci o meu roteiro com um grupo de mais 7 amigos a partir de Gandsk, passando por Toruń, Varsóvia e Cracóvia. Em Cracóvia separámo-nos e eu segui com uma amiga rumo a Viena e depois Munique, onde apanhei o voo de regresso a Lisboa.

 

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No total viajei 10 dias num modo misto de interrail, isto é, de mochila às costas, mas de avião, carro e também comboio!

 

Vamos aos detalhes da viagem!! Acompanhem-me!

 

De Lisboa para Gdansk não há voos directos e, por enquanto, também não há companhias low cost. Logo os voos não são muito baratos, sobretudo se se fizer um voo de regresso de outra cidade, que não a cidade de chegada, como foi o meu caso. Paguei cerca de 230euros pelo bilhete de ida e volta e tive uma escala de cerca de 5 horas no aeroporto de Frankfurt no voo de ida.

E que aeroporto o de Frankfurt!! Fiquei maravilhada! Nada a ver com o de Lisboa!! Tem um sem fim de serviços gratuitos ao dispor dos passageiros, sobretudo a pensar nos que fazem escalas. Deu para dormir um pouco!

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O aeroporto de Gdansk está à distância de cerca de uma hora de autocarro do centro da cidade, sobretudo se for hora de ponta.

Ao nível do clima, mesmo no Verão, contem com dias frios, especialmente no Norte da Polónia. No entanto, possui um clima bastante variável e semelhante ao de Portugal, com dias frescos e chuvosos (vá, se calhar a probabilidade de chuva é um pouco maior do que em Portugal no Verão), e dias quentes a muito quentes, especialmente no Sul.

Outra coisa muito gira a reparar, caso fiquem acordados pela madrugada fora, é que no Verão no norte da Polónia, nunca fica uma noite muito escura! Se repararem, a altas horas da madrugada, o tom da noite não é um azul escuro, mas semelhante a um azul a clarear com a aurora, embora o sol não esteja ainda prestes a levantar!

A unidade monetária na Polónia é o zloty. 1zloty são cerca de 0,25euros... Logo tudo na Polónia é muito mais barato que em Portugal, ou qualquer outro país da União Europeia (sobretudo os países fronteiriços). Desde comer em restaurantes, lugares para dormir e até entradas em museus, tudo é muito mais barato! Aproveitem!

 

Gdansk é uma cidade lindíssima!!

Fiquei alojada no Riverside Hostel, mesmo junto à praça central da cidade de Gdansk, muito próximo de um braço do rio Vístula. Custou cerca de 14euros por noite.

Para além de bastante central, era muito próximo do local do casamento.

Há diversas ruas com artesãos e praças a visitar, o museu Arqueológico a basílica de Santa Maria e a Grua Medieval, tudo nas proximidades do local deste hostel.

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Grua Medieval

praça central

 Em Gdansk, assim como por toda a Polónia, predominam as construções com tijolo no exterior (conhecidas por construções góticas em tijolo, característica com cento europeu) e os prédios coloridos em tons suaves.

Visitei o que consegui da cidade de Gdansk na manhã seguinte ao casamento, e a tarde ficou reservada para uma visita ao castelo medieval de Malbork.

Apanhámos um comboio, numa viagem de cerca 30-45min, entre Gdansk e Malbork e nem tivemos de andar muito mais!

A entrada em Malbork custou cerca de 12euros, e a viagem de comboio cerca de 8euros.

Um castelo medieval, daqueles que povoam o nosso imaginário... Mas com revestimento a tijolo no exterior!

O castelo foi construído pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, ordem religiosa da Igreja Católica alemã. Uma fortaleza medieval do século XIV-XV.

No seu interior são perfeitamente notórios todos os espaços, mesmo tendo sido um convento nos tempos iniciais: casas dos proprietários e outros moradores, refeitórios, igreja, etc.

Malbork

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 Igreja de Santa Maria, no interior do castelo, deixada propositamente sem um profundo restauro, evidenciando os estragos deixados após a II Guerra Mundial.

 

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 Gandsk no final da II Guerra Mundial.

 

Em relação à gastronomia, não é assim tão dispare da portuguesa, e encontram-se muitos panados de frango em muitos restaurantes, bem como os tradicionais locais de fast-food (e semi fast-food). Se puderem experimentem algo tradicional da região, como estes pierogi (salgados e doces). Uma espécie de rissóis, mas com massa que parece cura, recheados com diversas coisas (carne, enchidos, fruta, legumes,...). Depois digam-me se gostaram! :)

Pierogi

 

Saímos de Gandsk na manhã de 2ª feira, dia 15 de Julho (2013) rumo à cidade medieval de Toruń.

Como éramos um grupo de 8 optámos por alugar 2 carros. Os preços do aluguer são semelhantes aos praticados em Portugal, mas o combustível é infinitamente mais barato!

 

Toruń é uma completa cidade medieval, fora de muralhas!

Em poucas horas percorremos a cidade e vimos alguns lugares principais, mas não nos demorámos para chegarmos a Varsóvia ainda nessa noite.

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 Casa onde nasceu Nicolau Copérnico, em Toruń.

 

No final da tarde de dia 15 de Julho partimos de Toruń rumo a Varsóvia.

Chegámos a Varsóvia já de noite e após deixarmos as nossas bagagens no Tamka Hostel, que também já haviamos reservado em Portugal enquanto preparávamos a viagem, fomos "a correr" tentar encontrar um local para jantar!

Os restaurantes fecham cedo por toda a Polónia, inclusivé os restaurantes de cadeias fast food, mesmo em centros comerciais! A vida dos polacos começa cedo, aproveitando todas as horas de sol, logo a hora normal de jantar é cerca das 19h no Verão... Às 21h (como foi o nosso caso neste dia), já foi muito difícil encontrar uma cozinha aberta!

Viajar alugando carro possibilitou-nos uma maior flexibilidade de horários, que não seria possível estando sujeitos às partidas e chegadas dos comboios, já para não falar de um maior conforto e não ter de andar sempre com a mochila às costas!

O hostel em Varsóvia custou-me 12euros a noite e ficámos todos juntos num quarto de 8 camas com WC.

 

Acordámos cedo no dia 16 de Julho e visitámos o máximo possível de Varsóvia até mais ou menos à hora de almoço.

 

Coração de Chopin

 Coração de Chopin na Igreja de Santa Cruz.

 

centro histórico de Varsóvia

Centro histórico de Varsóvia.

 

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sereia

Praça do Mercado com a famosa estátua da Sereia.

Esta praça foi construída em 1400 e usada até ao século XIX como centro administrativo, político, comercial e cultural.

Foi completamente arrasada na II Guerra Mundial e reconstruída em 1953 respeitando as suas características renascentistas originais.

No centro desta praça está a estátua da sereia, símbolo da cidade de Varsóvia. Segundo a lenda uma sereia chama Sawa, alvo de uma tentativa de captura, foi protegia por um homem chamado Wars. Como forma de agradecimento, prometeu proteger e defender a cidade desse homem. Daí o nome da cidade: Warsawa (em polaco) e o seu escudo e espada, como elementos dessa protecção.

 

portas de Varsóvia, a barbacã

Portas da cidade de Varsóvia e barbacã defensiva.

O engraçado, mas sem graça nenhuma, é constatar como tudo é "recente" no que é um "centro histórico".

Poucos monumentos em muitas cidades polacas (e alemãs também) são anteriores a 1950... A sua história, ainda perfeitamente reconstruída, foi completamente derrubada durante a II Guerra Mundial...

 

monumento de homenagem aos judeus de Varsóvia

 

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Por fim, o Monumento aos Heróis do Gueto de Varsóvia, em frente ao Museu da História dos Judeus Polacos.

Neste gueto morou o pianista polaco Władysław Szpilman, cuja história serviu de base ao filme O Pianista.

É esta parte da história da Polónia que me deixa com um nó na garganta muito grande... Mas sobre isto falarei melhor quando chegarmos a Cracóvia e à visita que fiz a Oświęcim, ou como melhor devem conhecer Auschwitz.

 

De Varsóvia partimos depois de almoço de carro rumo a Cracóvia onde chegámos ao final da tarde.

Ficámos no Football Corner Hostel, também a 14euros a noite.

 

A visita a Cracóvia-Auschwitz-Minas de Sal de Wielickza; as aventuras em Viena e em Munique deixo para outro post porque este já vai bem longo! :)

Podem ver a 2ª parte desta viagem aqui!

 

Beijinhos ♥

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